domingo, setembro 11, 2005

11/9

Há exatos quatro anos, mais ou menos neste horário, eu cheguei em casa do trabalho, sentei na frente da TV e desatei num choro convulsivo. Chorei feito criança, sem conseguir parar.

Em 11 de setembro de 2001, eu fui uma das editoras de uma das principais coberturas online do país sobre o mais espetacular atentado terrorista da história. E aquilo acabou comigo, muito embora no dia seguinte eu estivesse de volta na redação, tocando a bola pra frente.

Foi naquele dia que eu vi que o meu lado jornalista-clichê-que-está-24-horas-atrás-da-notícia é muito frágil. Que na verdade eu tenho um certo desprezo por este lado. Ainda que na hora do aperto eu mantenha o distanciamento crítico e consiga organizar as coisas como precisam ser organizadas, depois, quando a coisa toda se acalma, eu não consigo deixar de sentir.

Foi assim na invasão do Iraque, no Tsunami na Ásia, nas bombas em Madri e Londres.

Está sendo assim com o Katrina e o ciclone no Rio Grande do Sul.

É assim todos os dias, com as mortes absurdas nas estradas do meu país e nas ruas da minha cidade. Com a crise política.

Alguém aí sabe a receita de como fazer tudo isso e não se envolver?

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