segunda-feira, setembro 26, 2005

Nas tuas mãos, como uma luva

(...) preciso de saber como é que se faz para acreditar que as pessoas são aquilo que, no fundo, no fundo (porque para nossa desgraça, para além de bons corações somos seres mui inteligentes) nós sabemos que elas não são. Por mais que me esforce, continuo no estado mitológico puro: fé ou desespero. Não sei fazer de conta que vejo o que não vejo.

(...) tratarei apenas de garantir que a minha criança saiba fazer-se feliz a si própria, e encare toda a gente – do presidente do conselho de administração ao homem do lixo – como pessoas transitórias em situações transitórias, tal como ela.

Estou a tornar-me uma cínica (...). Substituo todas as minhas boas ideias por comentários irónicos, para não ter que admitir que cedi.

Trechos deste belo livro que li na semana passada. É da portuguesa Inês Pedrosa, a mesma do Fazes-me Falta.

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